Let's swim to the moon,
let's climb through the tide.
Penetrate the,
evening that the,
city sleeps to hide.
Let's swim out tonight love,
it's our time to try.
Park besides the ocean,
on our moonlight drive.
(...)
"Moonlight Drive - The Doors"
Ao despertar de um sonho sempre nos deparamos com a dúvida de seu conteúdo, a ciência explica essa sensação como sendo devido ao momento desse despertar, sendo, provavelmente, durante o sono REM. O que sinto hoje é um pouco parecido, é como se algo estivesse novamente me mostrando que a realidade não é o que me aprisiona e sim, minha necessidade de estar aprisionado.
Posso voar?
Não.
Por que não?
Porque você não sabe como.
Me ensina?
Não.
Por que não?
Porque também não o sei.
Então como pode afirmar que não posso voar se você sequer sabe como fazê-lo?
Simplesmente porque é impossível, ninguém sabe, ninguém o fez.
Então está dizendo que se ninguém viu a árvore cair na floresta ela ainda está lá, mesmo sem ter certeza disso, está afirmando que a árvore não existe?
Não é tão simples.
Então me diz o porquê de não podermos voar.
Porque você não tem asas e seu corpo não pode flutuar, oras!
Mas você já tentou flutuar?
Não.
Então como sabe que o SEU corpo não pode flutuar?
Não sei.
Exatamente.
Tô com esse dialogo na cabeça faz algum tempo, assim como outras coisas que ficarão para mais tarde, não sei dizer direito o que significa, somente interpretar segundo minha forma de entender as coisas.
A meu ver, o voo, não só físico mas também no sentido de superação, sempre é podado pelas desculpas mais idiotas, por paradigmas ou dogmas que são colocados de forma definitiva em questões não discutíveis. Eu, atualmente, sou tão ligado às minhas crenças que simplesmente não acho nem mesmo os voos físicos humanos impossíveis e me apoio à ciência para isso. Contudo esse não é o caso, no meu modo de ver, é meio que o lance da árvore mesmo...
Como podemos afirmar que a arvore está de pé se não sabemos sequer de sua existência, como saber se o gato do Schrödinger está vivo ou morto se não olharmos dentro da caixa, o que desejo afirmar é que por mais impossível que pareça, tudo é possível até o momento em que eliminamos todas as possibilidades. O problema disso é que nunca eliminaremos todas as possibilidades pois isso é impossível, aí temos o paradoxo da possibilidade: é impossível tornar algo impossível, sendo assim, é possível que algo seja impossível.
Em um dado momento temos essa possibilidade, adicionando o fator momentâneo a esta dúvida: No momento tal coisa é impossível, contudo, em geral, é somente improvável.
O tema da postagem nem era filosofia, rs, mas tudo bem...
Voltando ao voo, usemos um pouco de física e filosofia...rsrs
O corpo humano é cercado de um campo magnético, assim como nosso cérebro tem a capacidade latente de usar a telepatia (sem magia nisso... nem metafísica... é pura física e bio-quimica mesmo), nosso corpo pode, de forma simples e induzida, se equilibrar com a gravidade terrestre, leia novamente...
--- > Sim, a esse momento, depois de ler o que leu, você pode estar: rindo, gargalhando ou duvidando de minha sanidade (o que faria mais sentido), contudo, leia o paragrafo anterior novamente, em seguida, leia novamente o que eu disse sobre o tema da postagem... depois continue a ler <---
Podemos fazer o que acharmos que somos capazes de fazer, conseguir fazer pode não estar a nosso alcance, contudo, sem o primeiro passo não há jornada. A cada descoberta que a humanidade faz, muitos se surpreendem com o fato de ser possível coisas que não eram, a cada nova invenção "espetacular" as pessoas se mostram incrédulas quanto ao funcionamento das mesmas, tendem a rejeitá-las até que se tornem comuns e, sem perceber, se tornam dependente das mesmas. Já imaginou o mundo sem internet??? Se você tem mais de 20 anos, você viveu nele, ué... eu vivi no mundo sem internet, sem Windows, sem google, sem celulares, sem 3D, sem TV por assinatura, sem nem mesmo computadores pessoais... e aqui estou, dizendo que seria totalmente possível a vida sem essas coisas, aliás, acho que as pessoas eram muito mais felizes assim. Mas a questão é que, quando surgiu, ou melhor, quando se difundiu, todas essas coisas foram vistas como "passageiras" e aí estão... tão necessárias hoje que já nem se pode chamar de invenções espetaculares e sim de invenções de utilidade pública.
Você pode, sim, voar, aprenda a fazê-lo... não tem asas? invente as suas. Não tem cérebro pra isso? bem, se você acha que não consegue eu não vou dizer que consegue, pois seus limites são impostos apenas por você, você pode tudo, mas você diz que não pode, então nunca acreditaria em mim, pois você SE conhece a muito mais tempo do que conhece a qualquer um no mundo.
Na década de 80 as coisas eram difíceis no Brasil, aqui na cidade, na rede pública de ensino, existia o costume de passar os livros adiante, as vezes com preços mais baixos, as vezes doava-se mesmo e o mesmo livro era passado várias vezes... com isso, recebi, na segunda série, além dos livros que ia usar alguns livros da quarta série e, como um grandessíssimo troll que sou, resolvi aprender algumas coisas novas...rs... o problema é que não foi tão legal assim e, quando minha professora me chamou ao quadro para resolver uma questão (sinceramente, não me recordo da disciplina... portuguesa, matemática... sei lá...) eu usei meu novo conhecimento para isso (outra coisa que tenho que confessar, eu não tinha ideia do que devia fazer... tipo, não prestei a mínima atenção às aulas, eu ficava desenhando e rindo, não me interessava pelo que era ensinado... não me orgulho disso... mas fato é fato, mas como eu havia estudado o outro livro - provavelmente era matemática mesmo - acabei conseguindo achar a resposta por um caminho alternativo), mas o problema foi que fui ridicularizado na sala de aula, afirmações como "você copiou de tal lugar" ou "você não pode saber disso" ou ainda "você não DEVE fazer isso" me perturbaram e muito... e isso marcou o final de meus tempos de escola, pois dessa situação em diante eu deixei de lado toda a vontade de saber o que os livros didáticos tinha a ensinar e somente fiz o necessário para ser aprovado (não me orgulho disso também... mas, na verdade não acho errado, pois não concordo com os fundamentos escolares do Brasil), exceto em um episódio isolado durante a sexta série do primeiro grau (atual 7° ano do ensino complementar - eu acho).
Por um bom tempo eu não entendia o que isso tinha a ver com minha sede de informação, mas agora acho que entendo como isso se liga com o dialogo inicial e também com a música que citei...
"Vamos nadar até a lua", voar, nos superar, deixar os adormecidos de lado, tentar não saber o que eles sabem e sim aprender de verdade, tentemos ser mais do que eles, não para nos acharmos superiores e sim para nos tornamos melhores do que um dia já fomos. Sejamos humanos de verdade, capazes de evoluir infinitamente e prosperar usando apenas a capacidade de adaptação. Aprender e se adptar é o que faz a diferença entre um humano comum e um humano de verdade. Cresça como pessoa, cresça como ser universal, cresça como entidade de luz. Você pode, mas somente você é capaz de se convencer disso. Não ignore o que evoluirá sua mente.
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